Alojamientos turísticos que requerirán enormes cantidades de agua, serán construidos en la tierra de los bosquimanos del Kalahari. Sin embargo, a ellos no se les permite extraer agua de su único pozo subterráneo.
La violencia de los granjeros que ocupan ilegalmente tierras indígenas en el estado brasileño de Roraima ha conseguido que el Tribunal Supremo suspenda una operación policial para desalojarlos.
Ciento treinta nukak, uno de los últimos pueblos indígenas nómadas del Amazonas, han abandonado sus hogares en la selva tras verse atrapados en el conflicto armado que sacude Colombia.
Human Rights Watch publicou esta semana unha nota de prensa onde reclama que o Consello de Seguridade das Nacións Unidas impoña un embargo de armas ó Goberno de Birmania (Myanmar) polas reiteradas violacións dos Direitos Humanos nese país.
En realidade debería haber unha regulación estricta de toda transferencia de armas, porque moitas violacións dos embargos proceden de operacións “a tres bandas” ou de incumprimentos de “licencias de uso”.
Coma sempre, é fácil mostrar fotos da represión nas rúas de Birmania ou falar dos soldados españois feridos pola explosión dunha mina en Afganistán. Pero non é tan fácil encontrar noticias onde expliquen que Europa fabrica armas para Birmania ou que en España fabricamos minas. Ou que o mundo das finanzas está contaminado con estes negocios, como pode verse, por exemplo, na páxina do Centre d’Estudis per la Pau J.M.Delàs (Justícia i Pau).
Estes días cúmprense 20 anos desde o accidente radioactivo de Goiânia (Brasil). Decenas de persoas morreron, e centos padeceron enfermidades, despois de seren contaminadas con cesio-137.
A contaminación procedía dun aparello de radioterapia que uns ferrallistas encontraron nun hospital abandonado. Os ferrallistas non sabían que contiña material radioactivo, desmontaron o aparello e vendérono. O cesio-137 era un pó parecido ó sal e chamou a atención de moita xente porque brillaba na escuridade cunha fermosa luz azul. O pó repartiuse entre varias persoas, que comezaron a enfermar, pero durante varios días ninguén reparou na causa.
Cando por fin se descubriu que o mal viña da radioactividade, as autoridades enviaron bombeiros e policías á zona para a evacuación, pero non os informaron nin lles deron protección ningunha. Moitos deles enfermaron despois…
Greenpeace Brasil recordou con varios actos de protesta que segue a haber unha grande inseguridade no tratamento do material radioactivo e, en especial, na industria da enerxía nuclear.
Acabo de coñecer, a través dunha nota de prensa de Human Rights Watch (HRW), que a Secretaria Especial dos Direitos Humanos do Brasil (SEDH) publicou un informe elaborado, despois de anos de traballos, pola Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos.
Copio e pego un extracto da nota de prensa de HRW (versión en inglés):
[...] A government report on hundreds of political killings and “disappearances” committed under Brazil’s military regime is an important step toward addressing years of official impunity, HRW said today. President Luiz Inácio Lula da Silva presented the report on Wednesday at a ceremony with victims’ relatives in Brasilia.
The government’s 500-page report, titled “The Right to Memory and Truth”, is the result of an 11-year investigation by the national Commission on Political Deaths and Disappearances, which was established in 1995, during the presidency of Fernando Henrique Cardoso, to determine the fate of government opponents who were killed or “disappeared” by state security forces between 1961 and 1988.
“Brazil has finally released a comprehensive account of the brutal methods that its military regime used to dispose of political opponents”, said José Miguel Vivanco, Americas director at HRW. “Yet significant aspects of this dark history still need to be clarified”.
According to the report, the Brazilian armed forces have never opened key archives from the period of military rule (1964-1985). As a result, the commission was unable to clarify important aspects of these crimes, including the whereabouts of the majority of the “disappeared” victims.
The commission analyzed reparation claims by victims’ families, investigated the circumstances of each of the alleged deaths and disappearances. Reparations were granted in 357 cases.
Unlike other countries that endured abusive military regimes, such as Argentina and Chile, Brazil has never prosecuted those responsible for past atrocities. An amnesty law passed in 1979 pardoned both government agents and members of armed political groups who had committed abuses.
“The Brazilian government has made real progress in establishing the truth and providing reparations to victims’ families”, said Vivanco. “What it still needs to provide is justice by prosecuting those responsible for these heinous crimes”.
Esta é a noticia que publicou Greenpeace Brasil hai unha semana (22 - VIII - 2007):
Fazendeiros e políticos expulsam Greenpeace, organizações e jornalistas de Juína (MT) Greenpeace e OPAN pedem investigação contra fazendeiros e políticos que expulsaram as organizações e dois jornalistas franceses da cidade de Juína, no Mato Grosso.
Juína, Brasil. O Greenpeace e a organização indigenista OPAN (Operação Amazônia Nativa) pediram hoje ao Ministério Público Federal a apuração dos graves incidentes ocorridos há dois dias em Juína, no Mato Grosso, que resultaram na expulsão, por fazendeiros, de um grupo de representantes da OPAN, ativistas do Greenpeace e dois jornalistas franceses. Entre os ambientalistas estava o coordenador do Greenpeace na Amazônia, Paulo Adário.
Cópias de duas horas de imagens em vídeo documentando ameaças, ofensas e o processo de expulsão do grupo foram entregues agora à tarde ao Procurador Federal da República em Mato Grosso, Mário Lúcio Avelar. Pela manhã, Adário fez um pronunciamento sobre o assunto durante reunião especial do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) que se realiza em Cuiabá, e pediu providências das autoridades estaduais e federais. Ontem, durante a abertura da reunião, o governador Blairo Maggi anunciou que irá pedir a presença do Exército para enfrentar a grilagem e garantir a ordem no noroeste do estado, onde está Juína. O Governo do Estado havia sido informado no dia anterior que o Greenpeace, a OPAN e jornalistas estavam praticamente mantidos como reféns num hotel da cidade, cercados por quase uma centena de fazendeiros.
“Ao mesmo tempo em que o Governo celebra e assume o mérito pela queda das taxas de desmatamento na Amazônia, o episódio em Juína mostra que sua presença ou é rala ou ainda está muito longe daqui”, disse Paulo Adário, coordenador da campanha da Amazônia do Greenpeace, que fazia parte do grupo. “É inaceitável que fazendeiros, com o apoio de autoridades locais, cerceiem a liberdade que todo cidadão tem de ir e vir e revoguem a Lei de Imprensa, cassando o direito de jornalistas exercerem sua profissão com segurança”.
O grupo do Greenpeace, da OPAN e os jornalistas franceses foram expulsos por fazendeiros na segunda-feira pela manhã (20/08), depois de ser mantido durante toda a noite sob vigilância em um hotel da cidade. O grupo de nove pessoas estava de passagem por Juína e seguia em direção à terra indígena Enawene-Nawe. O objetivo da viagem era documentar áreas recém-desmatadas, além de mostrar a convivência de um povo indígena que vive de agricultura e pesca com a floresta e seu papel em preservar a biodiversidade.
No final da tarde de domingo, fazendeiros abordaram integrantes das duas organizações no hotel onde estavam hospedados, querendo saber quem eram e o que estavam fazendo em Juína. A área onde está localizada a terra indígena está em disputa entre os Enawene Nawe e os fazendeiros e expressa o conflito da expansão agrícola sobre áreas protegidas e territórios de povos indígenas.
Os índios reivindicam a reintegração de parte do território tradicional que teria ficado de fora da demarcação e que contém uma área de pesca cerimonial, fundamental nos rituais sagrados dos Enawene. Os fazendeiros, por sua vez, alegam que a terra é deles e estão dispostos a lutar para mantê-las. Eles se mostraram muito irritados quando souberam que jornalistas integravam o grupo que estava no hotel.
Na manhã seguinte, o local foi cercado por dezenas de fazendeiros e o presidente da Câmara Municipal, vereador Francisco Pedroso, o Chicão (DEM), que exigiam esclarecimento sobre os objetivos dos visitantes. O grupo foi levado à Câmara Municipal, onde uma sessão especial foi rapidamente organizada. Estavam presentes o prefeito da cidade, Hilton Campos (PR), o presidente da Câmara, o presidente da OAB, o presidente da Associação dos Produtores Rurais da região do Rio Preto(Aprurp), Aderval Bento, vários vereadores e mais de 50 fazendeiros. E também a polícia. Durante seis horas, os fazendeiros e repetiram que a entrada do grupo na terra Enawene Nawe não seria permitida e que seria “perigoso” insistir na viagem. Esmurrando a mesa, o prefeito de Juína, Hilton Campos, afirmou que não iria permitir a ida do grupo para o Rio Preto, sendo aplaudido fervorosamente pelos colegas fazendeiros.
Para evitar maiores conflitos, a viagem foi cancelada. O grupo, então, se dirigiu ao local de encontro com os Enawene, uma ponte sobre o Rio Preto, a 60 km de distância, para dar a eles combustível e comida para a volta. A viagem foi feita sob escolta policial, para garantir a segurança dos jornalistas, da OPAN e do Greenpeace. Mas nem isso evitou que os fazendeiros, que acompanharam a viagem de ida e volta em 8 oito caminhonetes lotadas, continuassem intimidando e ameaçando o grupo. O grupo se refugiou no hotel de onde não pôde sair nem para comer. Uma viatura da Polícia Militar ficou na área, para impedir qualquer tentativa de invasão, mas não conseguiu impedir que um fotógrafo fosse agredido. Os fazendeiros fizeram uma vigília na frente do hotel durante toda a noite.
De manhã cedo, 30 caminhonetes lotadas de fazendeiros, com faróis acessos a buzinando sem parar, insultando e ameaçando o grupo, escoltaram o grupo, que estava protegido por duas viaturas policiais, até o aeroporto.Foram advertidos a decolar imediatamente, ou o avião seria queimado. No momento, todos se encontram em segurança em Cuiabá.
E esta é a noticia que a OPAN publicou onte (29 - VIII - 2007):
Nota da OPAN sobre os fatos ocorridos em Juína-MT entre os dias 19 e 21 de agosto
Os acontecimentos
O Greenpeace Amazonas havia acertado com o povo Enawene Nawe, em 2005, um sobrevôo de vigilância da sua terra demarcada, assim que realizassem alguma atividade na região. Ao verificar os índices oficiais de desmatamento em Mato Grosso no último ano, o Greenpeace viu uma boa oportunidade para cumprir com os Enawene o compromisso de realizar o sobrevôo. Contatou a OPAN para avisar os Enawene desta possibilidade. A atividade seria feita aproveitando a articulação com uma equipe de jornalistas franceses que tinha o objetivo de tratar da diminuição do desmatamento e mostrar uma comunidade que depende dos recursos naturais para sua alimentação e desenvolvimento de sua cultura, desenvolvendo uma relação equilibrada com a natureza.
No final da tarde de domingo, dia 19, pouco depois da chegada dos jornalistas, da equipe do Greenpeace e da OPAN em um hotel em Juína onde se hospedaram, fazendeiros abordaram os integrantes das duas organizações, querendo saber quem eram e o que estavam fazendo na cidade. O grupo de fazendeiros alegava que a presença da OPAN com um grupo de jornalistas era suspeita.
Na manhã do dia 20, o hotel foi cercado por dezenas de fazendeiros e o presidente da Câmara Municipal de Juína, exigindo esclarecimento sobre os objetivos dos visitantes. O grupo visitante foi intimidado pelos fazendeiros e o presidente da Câmara a comparecer à Câmara Municipal, onde uma sessão especial foi rapidamente organizada, quando foram sabatinados e hostilizados durante seis horas por autoridades e proprietários da região do rio Preto. Supondo que o grupo iria para a região do rio Preto, área em que os Enawene solicitam um estudo da FUNAI, o prefeito de Juína afirmou que os visitantes não eram bem-vindos, que ele não iria permitir a ida do grupo em hipótese alguma e que a OPAN era “persona non grata” na cidade.
Em vista dos fatos, a viagem e a reportagem foram suspensas. Era preciso, porém, levar até o rio Juruena, que fica a 60 km da sede do município, o combustível para a volta dos Enawene Nawe à aldeia. Esse percurso foi feito com a escolta da polícia e sete caminhonetes dos fazendeiros, retornando para a cidade já no final da tarde.
Apesar de ser advertido a sair da cidade, o grupo da OPAN, Greenpeace e os jornalistas franceses ficou impossibilitado de fazê-lo, pois o avião que realizaria o transporte não poderia decolar à noite. Não havendo condições de decolagem, o grupo permaneceu sitiado no hotel. Para assegurar isso, os fazendeiros fizeram uma vigília durante toda a noite, reunidos no bar em frente ao hotel onde bebiam e proferiam ameaças. Uma viatura da Polícia Militar ficou na área, para impedir qualquer possível invasão ao hotel, mas não conseguiu impedir que o fotógrafo Alberto César fosse agredido depois de querer fotografar a tentativa de agressão a um Enawene que registrava algumas cenas.
Na terça-feira, dia 21, por volta de seis e meia da manhã, 30 caminhonetes de luxo, lotadas de fazendeiros “escoltaram” os ativistas do Greenpeace, da OPAN e os jornalistas, que estavam protegidos por duas viaturas policiais, até o aeroporto. Um cortejo que atravessou a cidade com faróis acesos e buzinando sem parar, enquanto os ocupantes insultavam e ameaçavam nossos colegas. O avião decolou sem maiores problemas. Uma vez em Cuiabá, nossos colegas protocolaram uma denúncia no Ministério Público Federal sobre os fatos ocorridos em Juína e fizeram a entrega do DVD com imagens dos acontecimentos relatados acima.
Contexto do caso
Há mais de cem anos a região Noroeste do estado de Mato Grosso tem sido palco de conflitos, massacres e mortes envolvendo índios, garimpeiros, madereiros, fazendeiros e missionários. Até os anos sessenta, foram os seringueiros e seringalistas que abriam fogo contra os Irantxe, Rikbaktsa, Cinta Larga e Enawene Nawe, entre outros. Nos anos mais recentes os conflitos com indígenas têm sido protagonizados por fazendeiros e madeireiros.
Nos últimos dez anos, de posse de motores de popa e barcos de alumínio doados a eles por fazendeiros de Sapezal - MT, os Enawene Nawe passaram a se deslocar com maior freqüência a um antigo local de pesca no rio Preto, afluente do Juruena. Principalmente durante a realização de seu ritual mais importante, o Yaonkwa. Eles não consomem carne vermelha, tendo nos peixes sua principal fonte de proteína. As pescarias dos indígenas nesse rio, no entanto, vêm provocando tensões com os atuais proprietários da área. O aumento da população e a crescente degradação ambiental levou os Enawene a solicitar da Funai o estudo antropológico da área do rio Preto.
A presença da nossa equipe em Juína não tinha relação nenhuma com o rio Preto, pois o caso é de responsabilidade do Governo Federal, através da Funai. A equipe da OPAN atendia ao pedido dos Enawene em acompanhá-los por se tratar de uma boa oportunidade de verificar os limites da área indígena demarcada que são de difícil acesso terrestre na região dos municípios de Comodoro-MT e Sapezal – MT.
A OPAN é uma entidade sem finalidade econômica, vínculo religioso ou político. Durante os seus 38 anos de existência sempre desenvolveu suas atividades voltadas para a construção participativa e o protagonismo indígena, como forma de garantir autonomia a esses povos sobre o curso da sua história. A mesma relação de confiança e trabalho conjunto foi criada com os apoiadores de nossas ações. Entre eles, diferentes instâncias do Governo Federal e Estadual, que a cada ação verificam nossa situação jurídica e contábil, além de realizar auditorias nos recursos a nós confiados. Dos mais recentes podemos citar Ministério da Saúde, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério do Meio Ambiente e Ministério da Educação. A OPAN desenvolveu ações com recursos do ICMS/Eco em parceria com a prefeitura de Juína, tendo cumprido com eficiência sua parte contratual.
Entre os trabalhos realizados pela OPAN junto aos Enawene, está o convênio com o Ministério da Saúde, através da FUNASA para atenção básica à saúde de quatro etnias do Mato Grosso, contando com enfermeiro, odontólogo, técnicos em enfermagem e acompanhamento médico. Atuando com uma equipe de profissionais que falam o idioma dos Enawene, moram em suas casas comunais e se integram à vida da comunidade. Para o atendimento à saúde, a OPAN ainda firmou convênios com as prefeituras de Sapezal – MT e de Brasnorte - MT. Trabalhamos com políticas públicas em questões de alta complexidade, como é o caso dos povos indígenas.
A OPAN não é contra o direito de cidadãos desenvolverem suas atividades produtivas dentro da lei. Também não é contra o desenvolvimento do Mato Grosso, mas acreditamos que esse desenvolvimento deva ser para todos e de acordo com a concepção de sociedade, economia e espiritualidade de cada segmento da população. Supor que modos tradicionais de vida e produção são sinônimos de atraso é um erro grosseiro e um desrespeito à Constituição, que garante aos índios o direito de habitarem suas terras e viverem de acordo com seus usos e costumes. Respeitamos o povo de Juína e sabemos que esses fatos não podem ser creditados à população local como um todo.
Os fatos ocorridos em Juína entre os dias 19 e 21 de agosto vão além das discussões sobre as políticas indigenistas e os modelos de desenvolvimento econômico. A naturalidade com que princípios básicos da ordem e das leis foram desrespeitados é uma afronta à luta pela democracia em nosso país. Companheiros nossos são transformados em foragidos por ameaças de quem confia na impunidade. Até quando iremos comparar as listas de ameaçados com a lista de mortos e torcer pela “sorte” de pessoas que envidam esforços pela construção de uma sociedade mais justa? Muito mais do que fazer camisetas com rostos de pessoas queridas que nos foram tiradas, precisamos de respostas concretas e imediatas das autoridades governamentais.
Em resumo: os conflitos são antigos, complexos e exigem a construção coletiva de soluções, com a intervenção das diferentes instâncias governamentais e que possam de alguma forma atender as partes interessadas. Dessa maneira, poderá ter início um processo de paz e desenvolvimento de acordo com as diferentes visões deste processo.
Cuiabá, 28 de agosto de 2007.
P. S. (2 - IX - 2007): acabo de ver que Survival International ten unha páxina sobre a tribu dos Enawene Nawe onde falan dalgunhas ameazas recentes á súa supervivencia, como o proxecto dunha presa (para aproveitamento hidroeléctrico) e as plantacións de soia do grupo empresarial Maggi.
Empecei a ler un libro do polifacético Noam Chomsky, que nun principio destacou nos campos da Lingüística e a Filosofía ou Psicoloxía da Linguaxe, pero que agora é máis coñecido como un activista político, polas súas análises do capitalismo global e do imperialismo dos Estados Unidos. Esta é a referencia da obra que estou a ler:
Noam Chomsky: Hegemonía o supervivencia: la estrategia imperialista de Estados Unidos. Ediciones B, Barcelona, 2005. ISBN: 9788466623070. Título orixinal: Hegemony or Survival: America’s Quest for Global Dominance.
Chomsky fala da política, exacerbada desde o 1960, de terrorismo de Estado, executado directamente polos Estados Unidos ou apoiado mediante axuda militar e loxística en lugares como Cuba, Nicaragua, Guatemala, El Salvador, Panamá, Colombia, Brasil, Angola, Vietnam, Indonesia, Líbano, Iraq, Turquía, Libia, Serbia…
Fala dunha estratexia clara do Goberno dos Estados Unidos (e do complexo militar-industrial que o conforma ou sustenta) para a dominación global. Así, cando non se ataca flagrantemente por motivos económicos, atácase para evitar que prosperen “desafíos á hexemonía” do citado complexo militar-industrial, que poderían converterse en “exemplos perniciosos” susceptibles de “contaxiar ese virus” a outras sociedades.
Fala dun unilateralismo moral con total desprezo polo Direito Internacional e polas institucións que se ocupan da súa regulación, como as Nacións Unidas e o Tribunal Internacional de Xustiza. Un exemplo: Nicaragua, no 1984, denunciou nese tribunal ós Estados Unidos, polas súas actividades militares e paramilitares. Nese caso o tribunal condenou ós Estados Unidos. Pero estes non acataron a sentencia, vetaron unha resolución posterior do Consello de Seguridade da ONU e ignoraron un voto case unánime (so votaron en contra eles, Israel e El Salvador) que respaldaba a Nicaragua na Asamblea Xeral…
Fala do uso sistemático, arredor destas cuestións, dunha “enxeñería social” cada vez máis refinada, dunha fabricación da “opinión pública” a través da propaganda, da desinformación, do secretismo e da mentira.
Fala dun control da sociedade a través do medo a ameazas diversas, como o crime, a droga, o terrorismo, as “armas de destrucción masiva”, cunha mestura de ideas “patrióticas” (que poden tomar formas como etnocentrismo, paternalismo, racismo…) e “relixiosas” (teocracia de facto con delirio mesiánico colectivo; tampouco se debe olvidar que moitas sectas dos Estados Unidos son milenaristas…).
Nota: varios vídeos que incluín neste blog, entre eles gravacións históricas de ópera, xa non están en YouTube. Se a causa foi algunha denuncia, opino que é un abuso claro do copyright. Pero, por desgracia para os melómanos e para a difusión da cultura, YouTube é un negocio e son libres para quitalos do seu servizo haxa denuncias ou non…
Para saber máis sobre min, podes visita-la páxina persoal de César Salgado García (que son eu). Este blog empeceino a finais do 2006 para un grupo de alumnos (eran “cuarto B”, de aí o nome que tivo nun principio), pero o proxecto non callou e acabou sendo o meu blog persoal. Recomendo usa-lo navegador Mozilla Firefox. Se queres escribirme, este é o meu e-mail: cesarsalgado@yahoo.com. Este son eu no 1997:
E esta é unha petición para un dominio galego (se os cataláns o conseguiron, nós tamén podemos):